Arquivo de etiquetas: Políticas educativas

Inércia organizacional

As transformações nos sistemas educativos e na Educação decorrem de forma lenta, mesmo quando existe abundante legislação no sentido da mudança. São instituições que evoluem no tempo longo, mesmo quando se alteram algumas práticas e indicadores a curto prazo sob a pressão de agendas políticas ou circunstâncias especiais. O exemplo português não é excepção e a maior anomalia é existir quem pense que num ou dois mandatos se pode mudar a face da Educação de forma sustentada para além de algumas facetas estatísticas.

Opiniões sobre Educação

Ao longo dos anos, fui percebendo que todas as pessoas podem falar e escrever sobre Educação sem grandes receios de fundamentação das suas opiniões, a menos que sejam professores. Qualquer empresário, jornalista, escritor, economista, jurista, político, desportista, local ou nacional, qualquer curioso desta arte ou daquele ofício, tem espaço para se expressar sobre o “Estado da Educação e essa sua expressão é recebida com atenção e como sendo um “contributo” positivo para a “discussão”, seja ela qual for, exista ou não, tenha sequer alguma actualidade ou não passe de um pensamento passageiro ou antigo que se julgue por bem partilhar.

Portugal, TIMSS & PISA

Uma possível análise do sistema educativo no séc. XXI:

Curriculum and Educational Reforms in Portugal: An Analysis on Why and How Students’ Knowledge and Skills Improved - Nuno Crato

By the turn of the century, following the dismal first results in TIMSS and PISA, the Portuguese educational system was at a crossroads. It was clear that students were not attaining minimal levels of proficiency in reading, math, science, and other basic subjects. The system needed a deep reshaping, and so changes were made. By the time the last PISA and TIMSS international large-scale surveys’ results were released in 2015, Portugal registered a quantum leap: in PISA, student achievement was above the OECD average and in TIMSS, 4th graders had higher scores in Mathematics than several usually high-performing countries, including Finland. How was this possible? To understand what happened, we need to look at what Portugal has done in the last 10–15 years. Although many different ministers from different ideological standpoints made different reforms, there is a common thread to most changes: they paid increased attention to results. This proved to be a powerful thrust for improvement, backed up by experienced teachers. However, this general thrust assumed many concrete different aspects and promoted different reforms. During the 2011–2015 period, these reforms went further and were very clear, intentional, and explicit: a clear curriculum, increased school autonomy, students’ regular assessment, vocational paths, flexibility. All this helped to prepare youngsters for an active, productive, and responsible life in the twenty-first century.

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência / Any similarity with real facts are mere coincidence

Italian lessons: what we've learned from two months of home schooling (Education | The Guardian)

The Digital Economy and Society Index rates Italy 24 out of 28 European countries in its “digitalisation index”, and last year Italy’s national statistics agency, Istat, reported that 23.9% of Italian families have no access to the internet. As one teacher said to me: “We’ve discovered how democratic pencil-and-paper is.” The attempt by many teachers to get less-privileged students the necessary laptops and internet connections is one of the untold stories of this crisis. By 19 March, the ministry of education claimed to have distributed 46,152 tablets throughout the country. Since then, an emergency budget has created a €70m fund for providing computers to those without. Even if the necessary hardware is distributed, one special educational needs teacher told me that online classes just don’t work for children who need bespoke lessons: “Those who are already doing well at school are now doing even better, but those who were struggling are just falling further behind.”

Crónica

Em breve, numa TV próxima de si!

“Mais do que aulas, são blocos pedagógicos temáticos de largo espectro”, explicou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Os professores nas escolas de todo o país vão ter acesso a um guião de cada um dos programas, de modo a poderem preparar o seu trabalho de ensino à distância fazendo uso dos conteúdos do #EstudoEmCasa. Essa informação começará a chegar às escolas ainda esta semana.

Princípios & Orientações

8 Princípios Orientadores para a Implementação do Ensino a Distância (E@D) nas Escolas

O processo constitutivo e a respetiva implementação de um Plano de E@D preveem diferentes fases de preparação, debate interno, reflexão, levantamento e definição dos meios tecnológicos, entre muitos outros fatores, assumindo-se como um processo dinâmico e de melhoria constante.

9 PRINCÍPIOS ORIENTADORES PARA ACOMPANHAMENTO DOS ALUNOS QUE RECORREM AO #EstudoEmCasa

Ponto 7. Os recursos educativos disponibilizados não substituem a intervenção dos professores.
São apenas um recurso a incluir nas medidas previstas no Plano de Ensino à Distância
de cada escola.

Orientações para utilização de tecnologias de suporte ao ensino à distância - Comissão Nacional de Protecção de Dados

A adoção de cada plataforma de suporte ao ensino à distância deve ser precedida de
uma avaliação de impacto na proteção de dados, de forma a identificar corretamente os
riscos para a privacidade e permitir que sejam adotadas medidas mitigadoras desses
riscos13. A avaliação pode ser feita pelas entidades que disponibilizam e gerem as
plataformas, uma vez que, neste contexto do ensino à distância, a generalidade dos
responsáveis pelos tratamentos (e.g., estabelecimento de ensino) não dispõe de
recursos técnicos para o efeito. Sublinha-se que as evoluções tecnológicas e sociais
podem representar novos riscos e devem ser tidas em conta durante o tratamento de
dados, podendo exigir avaliações de impacto subsequentes;

Comunicado do Conselho de Ministros de 9 de abril de 2020

Medidas excecionais e temporárias na área da educação, no âmbito dos ensinos básico e secundário

- o terceiro período inicia-se no próximo dia 14 de abril, mantendo-se suspensas as atividades letivas e formativas presenciais nas escolas;
- o ensino básico permanecerá até ao fim do ano letivo no modelo de ensino não presencial, com recurso às metodologias digitais que será reforçado com o apoio de emissão televisiva de conteúdos pedagógicos;
- avaliada a evolução da situação epidemiológica COVID-19, o Governo pode decidir retomar as aulas presenciais dos 11.º e 12.º anos de escolaridade, garantindo-se o distanciamento social (aulas, salas, turmas) e justificando-se as faltas dos alunos cujos encarregados de educação optem por não deixar frequentar;
- o 10.º ano de escolaridade permanece até ao fim do ano letivo no modelo de ensino não presencial;
- são cancelados os seguintes exames e provas:
- provas de aferição, dos 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade;
- provas finais do ensino básico, no final do 9.º ano de escolaridade;
- provas a nível de escola, realizadas como provas finais do ensino básico;
- exames finais nacionais, quando realizados por alunos internos, para efeitos de aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário.
- os alunos apenas realizarão exames finais nacionais nas disciplinas que elejam como provas de ingresso para efeitos de concurso nacional de acesso ao ensino superior;
para conclusão dos ciclos de ensino básico e secundário, as classificações de cada disciplina têm por referência o conjunto do ano letivo, incluindo o trabalho realizado ao longo do 3.º período;
o 3.º período terminará a 26 de junho de 2020.