Arquivo de etiquetas: Políticas educativas

Análise ao EaD (Covid - 19)

Alguns pontos que julgo relevantes sobre estas análises e reflexões:

Nos últimos meses a modalidade na realidade foi um Ensino Remoto de Emergência e não cursos desenhados de propósito para EaD;

O EaD não pode replicar um modelo tradicional de ensino, linear, baseado na transmissão, algo semelhante a uma sessão de jubilação;

Partilhar simplesmente, e muitas vezes de forma acrítica, pdf's e vídeos, não é de todo EaD;

Why hasn’t digital learning lived up to its promise?

We know more than ever about how students reason, process information and solve problems. We know what kinds of scaffolding is required to develop and master these skills. Learning is best when it is built around doing, and when the context is practical, allowing students to try their hand at solving problems even as they’re still learning. It’s best when it is individualized, with progress based on a student’s personal aptitude and proficiency as they move toward mastering the material. And it’s best when it is enriched with peer-based discussion, practice and collaboration.

Proposta

Atendendo aos números atuais, ao número de professores que se estão a formar por grupo disciplinar e ao ritmo de saídas, como serão os números daqui a 10 anos?

Uma proposta para mitigar os efeitos da falta de professores colocados:

Perante isso e se é mesmo verdade que existe uma preocupação em prestar as melhores condições aos alunos e "estabilizar" o corpo docente (o que inclui o pessoal contratado), nada como regressar a parte do que foi possível muito tempo, ou seja, completar horários lectivos a partir de, por exemplo, as 16 horas, com outras tarefas ou mesmo com funções na área da preparação/apoio à produção de materiais e ferramentas para um eventual período de E@D. Permitindo um salário mensal completo e a não perda de tempo de serviço. Agora só se podem completar horários, na própria escola, quando aparecem necessidades "lectivas" que encaixem no horário ou os colegas têm de andar de escola em escola a ver como completar as horas. O que, para além de ter uma parcela de indignidade profissional, é profundamente desgastante.

Como Combater A Escassez De Candidatos A Substituições | O Meu Quintal
https://guinote.wordpress.com/2020/10/02/como-combater-a-escassez-de-candidatos-a-substituicoes/
Accessed: 2020-10-02

Publicação CNE | Estudo - Desempenho e Equidade: Uma análise comparada a partir dos estudos internacionais TIMMS e PIRLS

Publicado o estudo Desempenho e Equidade: Uma análise comparada a partir dos estudos internacionais TIMSS e PIRLS. Uma análise que parte dos resultados dos estudos internacionais TIMSS (Trends in International Mathematic and Science Study) e PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study) e que avaliam os conhecimentos dos alunos do 4.º ano de escolaridade em Matemática, Ciências e Leitura.

Entre as conclusões deste estudo podemos destacar os argumentos que permitem “identificar um conjunto de fatores que poderão contribuir para explicar o desempenho dos alunos” conjuntamente com a análise “em que medida esses mesmos fatores são promotores de igualdade de oportunidades no acesso à educação”.

Desempenho e Equidade: Uma análise comparada a partir dos estudos internacionais TIMMS e PIRLS; Conselho Nacional de Educação

Nessa medida, destacam-se algumas das conclusões do estudo: i) “Alunos com origem em famílias com elevado Capital familiar têm melhores desempenhos do que os alunos com origem em famílias com menos recursos económicos e sociais”; ii) “Quanto melhor os alunos dominarem ferramentas básicas de literacia e de numeracia antes de iniciarem a escolaridade, maior é a probabilidade de terem bons desempenhos em Leitura, em Matemática e em Ciências no 4.º ano de escolaridade”; iii) “Uma frequência mais prolongada de Programas de educação e cuidados para a primeira infância é mais relevante para os alunos de famílias com menos recursos”; iv) “Portugal apresenta a percentagem mais elevada de alunos provenientes de escolas de meios maioritariamente desfavorecidos que conseguem alcançar, em todos os domínios, pontuações acima da média internacional”; v) “Os alunos que frequentam escolas mais orientadas para o sucesso escolar obtêm melhores desempenhos”.

91,1%

Dados sobre a taxa de alfabetização da população santomense, que são indicadores do desenvolvimento de uma nação:

91.1% da população de STP é alfabetizada

Ambiente

As contas não batem certo!

Todos Os Anos É O Mesmo - Paulo Guinote

Mas mesmo que assim fosse, garanto que o mereceria e só tenho pena que estes estudos do Education at a Glance deixem muito a desejar em algumas comparações que fazem sempre com base numa tabela salarial e estrutura de carreira que são uma ficção. Adoro quando eles fazem aquela de colocar um professor com 15 anos de serviço a ganhar pelo 4º escalão, quando quase todos estão no 2º. Mas é o que fazem passar para a opinião pública.

Atualidades

A Cidadania não é facultativa

Costa, João. 2020. "A Cidadania Não É Facultativa". PÚBLICO.

Várias individualidades, com responsabilidades em diferentes áreas sociais e políticas, assinaram um manifesto que, tendo como mote esse despacho, defende a prioridade conferida à família na escolha do “género de educação” para os seus filhos e, em particular, o direito à objeção de consciência na frequência da disciplina Cidadania e Desenvolvimento.

Escola & Autonomia

Por vezes somos confrontados com a ausência de novidade do novo paradigma:

Nas últimas décadas, também as grandes instituições da educação passaram a enfatizar o imperativo de um escola para a autonomia. A UNESCO dedicou-lhe o Relatório Faure (1972), que popularizava o conceito de educação ao longo da vida e a importância de aprender a aprender. Um quarto de século mais tarde, produzia o Relatório Delors (1998), que reforçava os princípios de uma educação para a autonomia assente em quatro pilares: aprender a saber, aprender a fazer, aprender a viver em conjunto e aprender a ser.

in O imperativo de uma escola para a autonomia, da autoria de António Dias Figueiredo