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Desintelectualização

Sinal do séc. XXI ou talvez indício que as Humanidades não tem lugar num currículo de uma educação simples e direta, com direito a todos os lugares comuns mas sem profundidade:

A professora de português que não gosta de ler não é um caso, mas um problema disseminado na educação – a proletarização dos docentes, transformados em mediadores de entrega de conteúdos pré feitos, desprovidos e expropriados do seu ser-pensar-intelectual.

Em concordância: Um Fino Verniz E Nada Mais

Exames 2020 - Curiosidades

O exame de Filosofia como pudim instantâneo (Orlando Farinha, in Observador, 10-7-2020)

Eu, que ando nisto há mais de 45 anos, supunha que a Filosofia envolvia a capacidade de compreensão de textos complexos, como são os produzidos por algumas das mentes mais profundas e interessantes que a civilização ocidental criou e colaboraram para a definir tal como ela é; o confronto estimulante entre as teses que esses textos exibem; o entendimento dos argumentos e das razões que as sustentam; e, finalmente, o que tudo isto pode contribuir para a formação de pessoas que querem ter a audácia de pensar pela sua própria cabeça. Este último ponto sempre me pareceu o escopo final de todos os outros. Mas, afinal e como se verá, parece que estava enganado.

Alterações

É um fenómeno cíclico... Novas medidas para promover o sucesso escolar, novos currículos, aposta na formação, fomento da transversalidade, reformulação da avaliação de alunos e professores. Todas as mudanças acrescentam uma camada de trabalho burocrático à anterior. No entanto, em todas as mudanças propostas, o horário de trabalho dos professores continua o mesmo. Será que nesta reforma também se irá alterar a forma de trabalhar para os professores terem tempos comuns para trabalhar em equipa?

https://www.publico.pt/2017/02/11/sociedade/noticia/ministerio-quer-dar-mais-ao-espaco-aos-alunos-nas-sala-de-aula-e-fora-dela-1761711