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Cem Anos de Solidão

Muitos associam a Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez a frase inicial como uma das mais marcante da obra:

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.”

No entanto, a minha preferida continua a ser:

"A inércia das pessoas contrastava com a voracidade do esquecimento, que a pouco e pouco, ia carcomendo, sem piedade, as recordações, ..."

Estimativas

Quantos livros lê uma pessoa ao longo da sua vida?

Esperança média de vida = 75 (aproximadamente)
Idade em que se começa a ter hábitos de leitura = 14 (aproximadamente)
Intervalo de tempo dedicado a 1 livro = 1 mês (estimativa conservadora ou otimista??? ;))

Ou seja (75-14)×52 = 3172

Portanto ao longo de uma vida podemos ler cerca de 3 000 livros.

Agora… Sugestões de leitura?

Rescaldo do fim de semana

As conversas de fim de semana e de segunda versam muito sobre o clássico e mais alguns eventos desportivos. Não percebendo nada da conversa, durante o meu fim de semana, no campo dos clássicos, as leituras dirigiram-se para Poirot (Agatha Christie) e Padre Brown (G. K. Chesterton). No campo das biografias, Stephen Hawking - Aventuras De Uma Vida (Kitty Ferguson). Tudo culminado com uma ida ao Sul, onde o S. Pedro colaborou com uma chuvada tropical para que a Praia Piscina estivesse momentaneamente deserta e a água do mar a 24ºC.

Interligações

Estar a ler Encontros Marcados de Gonçalo Cadilhe e ser remetido para as As cidades invisíveis
Livro de Italo Calvino, quando se leu o livro no início do ano é perceber que depois das As cidades invisíveis não existe paisagem real ou imaginária que nos possa surpreender. Uma parte da literatura terminou quando as As cidades invisíveis foi publicado. Livros que se referem a livros, viajantes que procuram algo, em viagem reais ou literárias.

O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre António Vieira)

Leituras

Viver em São Tomé e Príncipe por um intervalo de tempo superior a 5 (;)) anos torna difícil descrever o quotidiano, o que se pode e deve experienciar, o que visitar, o que recomendar, por se entrar numa espiral de monotonia e repetição de sensações.
Estar tantos anos em São Tomé e Príncipe não nos faz pensar comprar um guia de viagens sobre o arquipélago. No entanto, a descoberta de Bradt Travel Guides - São Tomé and Príncipe foi muito feliz e uma leitura extremamente agradável. Por muito que se escreva sobre as ilhas em blogs, livros e nas redes sociais, este guia de viagens (em inglês) traz até cada um de nós um São Tomé e Príncipe cheio de sugestões, informações e um retrato muito vívido e realista do país.

Fonte: https://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQtwu3wHHGL09yN9beQlGhMXeNzZc9rUO-LhHhiA-hVNLp49S7v