Arquivo da Categoria: Educação

Pelo Facebook

O século XXI é governado por dinâmicas não lineares, muito afastadas do mundo mecanicista preconizado pela Dinâmica de Newton ou pelas regras da Revolução Industrial.

Problemas complexos que requerem equipas multidisciplinares, soluções de compromisso que envolvem Ciência, Tecnologia, Ética, Direito, Economia, a título de exemplo e a capacidade de comunicar e colaborar procurando um futuro comum e sustentável.

Copiado do mural de António Dias Figueiredo no Facebook:

Talvez seja oportuno trazer hoje à memória uma afirmação de Stephen Hawking que às vezes recordo com alguma mágoa. Mágoa, porque estou convencido de que muito pouca gente lhe deu a importância que merecia. No início do século, no âmbito das muitas iniciativas que indagavam sobre o que deveria ser enfatizado na educação para o novo século, perguntaram a Stephen Hawking se o século XXI seria o século da Física. A resposta de Hawking foi que não, que o século XXI seria “o século da complexidade”. Passados dezoito anos, vendo que o pensamento que nos rodeia é cada vez mais linear, simplificado e mecanicista, pergunto se será preciso outro século e outro Stephen Hawking para percebermos que não vamos pelo bom caminho.

Divulgação - À conversa com Teresa Lago

No próximo dia 8 de março celebra-se o Dia Internacional da Mulher.

"We need to encourage and support girls and women achieve their full potential as scientific researchers and innovators."

António Guterres, Secretário-Geral NU

O percurso e reconhecimento de qualquer cientista é um desafio. Esse desafio é acrescido no caso desse cientista ser uma Mulher e se esse percurso implicar ser precursora em alguma área ou região.

Teresa Lago é disso um exemplo. Numa época em que, em Portugal, o papel da mulher na Ciência não seria aceite com a naturalidade como o é hoje, Teresa ultrapassou preconceitos e obstáculos, foi pioneira na Astrofísica tendo sido fundadora e primeira diretora do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto. Hoje, os desafios continuam, e em Agosto próximo Teresa Lago assumirá o cargo de Secretária-Geral da União Astronómica Internacional.

Na próxima quinta-feira, dia 8 de março, às 12h UTC (13 h em São Tomé e Príncipe), por ocasião do Dia Internacional da Mulher, iremos conhecer sua história contada na primeira pessoa.

Junte-se a nós no webinar em: http://bit.ly/pload-teresa-lago-webinar

O que procura no Google...

Decreto-Lei n.º 4/2015 - Código do Procedimento Administrativo

Artigo 69.º

Casos de impedimento

(...)

b) Quando, por si ou como representantes ou gestores de negócios de outra pessoa, nele tenham interesse o seu cônjuge ou pessoa com quem viva em condições análogas às dos cônjuges, algum parente ou afim em linha reta ou até ao segundo grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem vivam em economia comum ou com a qual tenham uma relação de adoção, tutela ou apadrinhamento civil;

URL: https://dre.pt/home/-/dre/66041468/details/maximized?p_auth=jDG524Qm

Leituras

AVALIAÇÃO DO CURRÍCULO DAS CIÊNCIAS FÍSICAS E NATURAIS: PERCURSOS E INTERPRETAÇÕES de Cecília Galvão, Sofia Freire, Cláudia Faria, Mónica Baptista e Pedro Reis

"O livro decorre do Projeto Avaliação do Currículo das Ciências Físicas e Naturais do 3º Ciclo do Ensino Básico, financiado pela FCT (PTDC/CPE-CED/102789/2008) e inclui os resultados obtidos por vários estudos desenvolvidos. Trata-se de um estudo de avaliação, processo pouco corrente em Portugal.

Passada mais de uma década do currículo das Ciências Físicas e Naturais ter sido introduzido no país, importa conhecer qual a interpretação do currículo pelos diferentes agentes educativos, como forma de dar um sentido aos resultados obtidos pelos alunos e às aprendizagens por eles realizadas. Qual o nível de penetração das ideias curriculares ao nível de professores e de autores dos manuais escolares? Como vivem os alunos esse currículo e que efeito teve o currículo na sua aprendizagem? Para tal, desenvolvemos um conjunto variado de estudos, com focos, objetivos e métodos diferentes.

Os resultados permitem-nos perceber que o currículo das CFN não foi compreendido por grande parte dos professores nem por autores dos manuais escolares. As práticas mantiveram-se, na sua maioria, como eram antes, apesar da terminologia nova ter sido adotada e utilizada. Estes resultados permitem-nos elaborar algumas recomendações a editores de manuais escolares, instituições de formação de professores, decisores de política educativa e professores. Permitem-nos, além disso, contribuir para a compreensão da educação em Portugal, especialmente a de natureza curricular, podendo iluminar um caminho de melhor atuação na área das ciências."