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Leituras

AVALIAÇÃO DO CURRÍCULO DAS CIÊNCIAS FÍSICAS E NATURAIS: PERCURSOS E INTERPRETAÇÕES de Cecília Galvão, Sofia Freire, Cláudia Faria, Mónica Baptista e Pedro Reis

"O livro decorre do Projeto Avaliação do Currículo das Ciências Físicas e Naturais do 3º Ciclo do Ensino Básico, financiado pela FCT (PTDC/CPE-CED/102789/2008) e inclui os resultados obtidos por vários estudos desenvolvidos. Trata-se de um estudo de avaliação, processo pouco corrente em Portugal.

Passada mais de uma década do currículo das Ciências Físicas e Naturais ter sido introduzido no país, importa conhecer qual a interpretação do currículo pelos diferentes agentes educativos, como forma de dar um sentido aos resultados obtidos pelos alunos e às aprendizagens por eles realizadas. Qual o nível de penetração das ideias curriculares ao nível de professores e de autores dos manuais escolares? Como vivem os alunos esse currículo e que efeito teve o currículo na sua aprendizagem? Para tal, desenvolvemos um conjunto variado de estudos, com focos, objetivos e métodos diferentes.

Os resultados permitem-nos perceber que o currículo das CFN não foi compreendido por grande parte dos professores nem por autores dos manuais escolares. As práticas mantiveram-se, na sua maioria, como eram antes, apesar da terminologia nova ter sido adotada e utilizada. Estes resultados permitem-nos elaborar algumas recomendações a editores de manuais escolares, instituições de formação de professores, decisores de política educativa e professores. Permitem-nos, além disso, contribuir para a compreensão da educação em Portugal, especialmente a de natureza curricular, podendo iluminar um caminho de melhor atuação na área das ciências."

Constituição da República Portuguesa

A Constituição da República Portuguesa indica que:

Artigo 26.º
Outros direitos pessoais
1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação.

Possibilitando a todos o acesso a um ensino público de qualidade, podemos ter opiniões fundamentadas e críticas - Abandonai Toda a Esperança, Vós, Que Aqui Entrais - o que iria ter um efeito totalmente diferente no período anterior a 25 de abril de 1974.

L/ATITUDE - Duas Escolas, Um Sonho...

Bom rever ex-alunos, numa escola onde a Ciência não é apenas teórica e que não esquece a componente humana da educação.

L/ATITUDE – Edição 13 (21/11/2017) - Edição dedicada à Criação da Escola Portuguesa de Cabo Verde - CELP e da Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe - Centro de Ensino e Língua Portuguesa

Ano de publicação

Quando se cita um autor, a norma indica que se deve indicar o ano. Um exercício curioso é tentar indicar o ano em que Jorge Ávila de Lima escreveu:

"Se no interior de uma mesma escola coexistem professores que diferem bastante entre si (em termos de idade, experiência de ensino, formação profissional, sexo, responsabilidades profissionais e administrativas, rendimento, práticas e concepções pedagógicas, modos de relacionamento com a administração e a instituição escolar, estratégias de carreira, origens sociais, sentimentos subjetivos de pertença social e filiações e identidades disciplinares) e se estás características diversas fazem da identidade profissional dos professores, no seu conjunto, uma realidade fluida e problemática, fará, então, sentido falarmos de uma cultura de ensino?"

Responsabilidade compartilhada

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO GLOBAL DA EDUCAÇÃO 2017/8 - UNESCOResponsabilização na educação: CUMPRIR NOSSOS COMPROMISSOS

Citando o prefácio, da autoria da Diretora - Geral da UNESCO, Irina Bokova:

Hoje, 264 milhões de crianças e jovens que não frequentam a escola – esse é um problema que nós temos de combater juntos, porque a educação é uma responsabilidade compartilhada, e o progresso somente pode ser sustentável por meio de esforços comuns. Isso é essencial para cumprir as ambições do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para a educação (ODS 4), parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Governos, escolas e professores devem desempenhar um papel de liderança, de mãos dadas com os
próprios estudantes e seus pais ou responsáveis.
Para avançarmos, é necessário traçar linhas claras de responsabilidade, sabendo quando e onde essas linhas são quebradas e quais ações se fazem necessárias como resposta – esse é o significado de responsabilização, o foco deste Relatório de Monitoramento Global da  educação. A conclusão é clara – a falta de responsabilização acarreta o risco de prejudicar o progresso, permitindo que práticas danosas se tornem parte dos sistemas educacionais. Por
exemplo, a falta de planos educacionais claramente desenvolvidos pelos governos pode gerar incertezas sobre os papéis, bem como significar que as promessas continuarão vazias, e as políticas, sem financiamento. Quando os sistemas públicos não oferecem uma educação de qualidade suficiente, e atores privados preenchem essa lacuna mas operam sem regulamentação, as pessoas marginalizadas saem perdendo. Os governos são os principais
responsáveis pela garantia do direito à educação, mas esse direito não é sujeito à jurisdição em quase a metade dos países e, assim, o curso de ação para os que desejam realizar uma denúncia ou reclamação é perdido.
Todos têm um papel a desempenhar para melhorar a educação. Isso começa com os cidadãos, apoiados por organizações da sociedade civil e por institutos de pesquisa, que apontam falhas em uma educação equitativa e de qualidade. Em diversos países, movimentos estudantis frequentemente influenciaram políticas relativas a
uma educação equitativa e acessível, destacando o poder que todos compartilhamos e devemos exercitar para fazer avançar o ODS 4. Organizações internacionais têm liderado o desenvolvimento de novos objetivos e metas alinhados com os desafios complexos do nosso tempo.
O Relatório também mostra que nem todos os métodos de responsabilização estão nos ajudando, atualmente, a alcançar o ODS 4. Em algumas partes do mundo, está se tornando cada vez mais comum, por exemplo, que professores e escolas sejam penalizados devido a resultados fracos em avaliações, em nome de supostas tentativas de melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem. O Relatório conclui que isso deve ser abordado
com muita cautela, para evitar consequências opostas e não intencionais.
Existem muitas evidências que mostram que testes altamente relevantes com base em medidas restritas de desempenho podem incentivar esforços para manipular o sistema, impactando negativamente a aprendizagem e punindo de forma desproporcional os marginalizados. É essencial coletar dados sobre os resultados da aprendizagem para ajudar a esclarecer fatores que perpetuam as desigualdades na educação. No entanto, para
tirar conclusões precisas é necessário tempo, recursos e habilidades que poucos países possuem, sendo muito fácil chegar a conclusões equivocadas.
Responsabilização significa ser capaz de agir quando algo está dando errado, por meio de políticas, leis e defesa (advocacy), inclusive por meio de ombudsmen, para proteger os direitos dos cidadãos. Nós precisamos de mecanismos universais mais fortes para consagrar e garantir o direito à educação e responsabilizar todos os governos por seus compromissos, inclusive os doadores.
A palavra responsabilização aparece ao longo de todo o Marco de Ação da Educação 2030, o que demonstra a importância que a UNESCO e a comunidade internacional atribuem às funções de revisão e acompanhamento para catalisar e monitorar os progressos. Isso também significa que todos os países deveriam produzir relatórios nacionais de monitoramento da educação para explicar seus progressos em relação aos seus compromissos – atualmente, apenas cerca da metade deles o faz, e a maioria de forma não periódica. A responsabilização significa interpretar indícios, identificar problemas e trabalhar em como solucioná-los. Isso deve ser a espinha dorsal de todos os nossos esforços para alcançar uma educação equitativa e de qualidade para todos.

O valor relativo de uma atividade

Uma atividade pode ser mais ou menos interessante, mais ou menos planeada, ser muito ou pouco adaptada aos alunos, ...

Por vezes a mais-valia de uma atividade é um determinado instante, uma frase ou uma simples atitude.

Trabalhar em Ciência ou Tecnologia, muitas vezes não corresponde às ideias preconcebidas dos alunos e o contacto com profissionais da área, especialista no seu campo é muito profícuo.

Depois de "A exigência leva à excelência", hoje foi dia de "É necessário muito trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho e trabalho, porque só trabalho, trabalho, trabalho e trabalho não chega!"

Claro que também se analisaram dados, se construíram histograma, se falou da lei dos grandes números, de Física das Partículas, do CERN e do LHC. 🙂

Como a sabedoria popular diz, junta-se aos melhores e serás melhor!

It took a life-threatening condition to jolt chemistry teacher Ramsey Musallam out of ten years of "pseudo-teaching" to understand the true role of the educator: to cultivate curiosity. In a fun and personal talk, Musallam gives 3 rules to spark imagination and learning, and get students excited about how the world works.