Arquivo da Categoria: Crónica

Domingo

Como será o mundo daqui a 1000 anos? (Rogério Colaço, presidente do Instituto Superior Técnico)

Conseguirão a tecnologia e a ciência encontrar o segredo para um novo futuro?

Uma conversa que parte do livro "3020, A conspiração de Atlântida".

Resumo: Muitos anos após a Guerra do Milénio, um período negro, marcado por guerras, doenças e catástrofes naturais, a humanidade descobre, a poucos quilómetros da costa portuguesa, uma fonte limpa e inesgotável de energia e constrói a Plataforma Experimental Energética Atlântida ou, mais simplesmente, como havia de ficar para sempre conhecida: Atlântida.
Fruto dos enormes avanços científicos e tecnológicos a humanidade alcançara, no início do quarto milénio, um período único de paz, prosperidade e qualidade de vida. No entanto, a morte de uma pessoa e o misterioso desaparecimento dos seus dados pessoais vão desencadear uma inesperada sucessão de acontecimentos que poderão vir a ditar uma nova realidade em todo o mundo.

Aftershock

Em resposta à crónica de João Miguel Tavares, "O meu apelo aos professores portugueses", onde realça "no ensino à distância, falta aos professores a literacia digital necessária para competir com a janela do Instagram aberta ao lado do Google Classroom; no ensino presencial, são um dos grupos mais vulneráveis aos efeitos da covid-19" e "a perda progressiva de um sentido profundo de dever cívico por parte de muitos professores, após décadas de frustração e de confrontos com sucessivos governos". Dois pontos que fundamentam a questão chave da crónica: "A diferença na qualidade de acompanhamento à distância dos melhores colégios privados é gigantesca face às escolas públicas, e a maior parte dos pais não está seguro de que não venha a ser necessário um novo confinamento."

Uma crónica, que destila lugares comuns para dar a ilusão de inovação nas críticas à Escola Pública e que não equaciona o papel de apoio de inúmeras escolas às comunidades educativas num modelo de ensino remoto de emergência e de crise económica. Uma crónica, que pela enésima vez, compara escolas públicas às melhores escola privadas, ignorando propinas, orçamentos, parque informático e situações económicas dos agregados familiares.

Um sentido profundo de dever cívico será compatível com ignorar grupos de risco de contrair a covid-19 em determinadas classes profissionais?

L/ATITUDE

A última edição da revista L/ATITUDE (Edição n.º 22 e 23) tem como tema a “A Sustentabilidade do nosso Planeta”.

L/ATITUDE - Edição n.º 22 e 23

Crónica no reino da educação portuguesa

Eduardo Sá - Digam-nos, por favor, com que escola podemos contar?. (2020). Acedido a 24 de junho de 2020, from https://www.eduardosa.com/blog/a-escola-toda/digam-nos-por-favor-com-que-escola-podemos-contar/

As crianças não aprendem sozinhas, do zero, à mesma velocidade e não aprendem todas da mesma maneira. Mas a escola foi criando esse equívoco ao longo dos anos. E deixou que o ensino obrigatório - que foi a maior revolução tranquila da Humanidade, o grande instrumento de democracia social e a razão de resgate de milhões de crianças ao trabalho infantil e da sua devolução à infância - tivesse "escorregado", vezes demais, para uma "produção em série" que transformou a escola numa "linha de montagem" de "jovens tecnocratas de sucesso".

Opiniões sobre Educação

Ao longo dos anos, fui percebendo que todas as pessoas podem falar e escrever sobre Educação sem grandes receios de fundamentação das suas opiniões, a menos que sejam professores. Qualquer empresário, jornalista, escritor, economista, jurista, político, desportista, local ou nacional, qualquer curioso desta arte ou daquele ofício, tem espaço para se expressar sobre o “Estado da Educação e essa sua expressão é recebida com atenção e como sendo um “contributo” positivo para a “discussão”, seja ela qual for, exista ou não, tenha sequer alguma actualidade ou não passe de um pensamento passageiro ou antigo que se julgue por bem partilhar.

Realidades em tempo de pandemia

Alemanha - 'Back in the classroom, open your books': Germany cautiously reopens schools

“The longer the uncertainty lasts, the more difficult it will be to keep them motivated and that’s why I believe it’s very important that we received the go-ahead for these exams,” Luekemann added.

Austrália - Are schools open or closed for term 2 as coronavirus spread slows in Australia? State-by-state guide

Estados Unidos da América - Despite Trump’s Nudging, Schools Are Likely to Stay Shut for Months

França - Déconfinement : contraint par le choix présidentiel du 11 mai, le gouvernement a choisi d’écouter les avertissements du conseil scientifique

Portugal - E O QUE VIVEM E PENSAM OS ALUNOS?

Reino Unido - Lockdown is distorting our memories – but there are ways to regain control

The fact that every day is objectively the same length doesn’t matter nearly as much as how long every day feels. Research has shown that we perceive time passing more slowly if it is “empty” – bringing to mind the proverb that a watched kettle never boils. When there is little perceptible change, and it feels like nothing is really happening, time feels like it is stretched – like one of Dalí’s clocks.

It's been one hell of a ride

O que se descobre a arrumar arquivos:

(2005 - 2019)

Foram anos em que os adjetivos não traduzem a experiência! Momentos impressionantes, alguns completamente loucos, instantes únicos, algumas situações perigosas, muitas emoções, mudanças e reviravoltas, pessoas marcantes.

Deadline

O tempo é implacável e não perdoa. Curioso como o subconsciente consegue operar a um nível mecânico e sem questionar indicar o número de dias até a uma determinada data.
Contar os dias para um determinado momento é algo que cada um encara de forma pessoal e intransmissível. As estações do ano são marcantes, além de sinalizarem a passagem do tempo permitem recomeços, paragens, suspensões e ansiedade por instantes específicos.
Quando algo tem um termo não significa que se vai aceitar tudo até esse momento. Tudo o quanto ocorre até esse momento é transformado em algo efémero, as partes desagradáveis ganham uma dimensão que as desvalorizam.

No sentido do futuro e apenas permite ver o passado, assim é o tempo. Sempre presente, em todos os instantes, aparenta por vezes ter fluências diferentes, prosseguido sempre na mesma direção.