Arquivo da Categoria: Crónica

Aftershock

Em resposta à crónica de João Miguel Tavares, "O meu apelo aos professores portugueses", onde realça "no ensino à distância, falta aos professores a literacia digital necessária para competir com a janela do Instagram aberta ao lado do Google Classroom; no ensino presencial, são um dos grupos mais vulneráveis aos efeitos da covid-19" e "a perda progressiva de um sentido profundo de dever cívico por parte de muitos professores, após décadas de frustração e de confrontos com sucessivos governos". Dois pontos que fundamentam a questão chave da crónica: "A diferença na qualidade de acompanhamento à distância dos melhores colégios privados é gigantesca face às escolas públicas, e a maior parte dos pais não está seguro de que não venha a ser necessário um novo confinamento."

Uma crónica, que destila lugares comuns para dar a ilusão de inovação nas críticas à Escola Pública e que não equaciona o papel de apoio de inúmeras escolas às comunidades educativas num modelo de ensino remoto de emergência e de crise económica. Uma crónica, que pela enésima vez, compara escolas públicas às melhores escola privadas, ignorando propinas, orçamentos, parque informático e situações económicas dos agregados familiares.

Um sentido profundo de dever cívico será compatível com ignorar grupos de risco de contrair a covid-19 em determinadas classes profissionais?

L/ATITUDE

A última edição da revista L/ATITUDE (Edição n.º 22 e 23) tem como tema a “A Sustentabilidade do nosso Planeta”.

L/ATITUDE - Edição n.º 22 e 23

Crónica no reino da educação portuguesa

Eduardo Sá - Digam-nos, por favor, com que escola podemos contar?. (2020). Acedido a 24 de junho de 2020, from https://www.eduardosa.com/blog/a-escola-toda/digam-nos-por-favor-com-que-escola-podemos-contar/

As crianças não aprendem sozinhas, do zero, à mesma velocidade e não aprendem todas da mesma maneira. Mas a escola foi criando esse equívoco ao longo dos anos. E deixou que o ensino obrigatório - que foi a maior revolução tranquila da Humanidade, o grande instrumento de democracia social e a razão de resgate de milhões de crianças ao trabalho infantil e da sua devolução à infância - tivesse "escorregado", vezes demais, para uma "produção em série" que transformou a escola numa "linha de montagem" de "jovens tecnocratas de sucesso".

Opiniões sobre Educação

Ao longo dos anos, fui percebendo que todas as pessoas podem falar e escrever sobre Educação sem grandes receios de fundamentação das suas opiniões, a menos que sejam professores. Qualquer empresário, jornalista, escritor, economista, jurista, político, desportista, local ou nacional, qualquer curioso desta arte ou daquele ofício, tem espaço para se expressar sobre o “Estado da Educação e essa sua expressão é recebida com atenção e como sendo um “contributo” positivo para a “discussão”, seja ela qual for, exista ou não, tenha sequer alguma actualidade ou não passe de um pensamento passageiro ou antigo que se julgue por bem partilhar.

Realidades em tempo de pandemia

Alemanha - 'Back in the classroom, open your books': Germany cautiously reopens schools

“The longer the uncertainty lasts, the more difficult it will be to keep them motivated and that’s why I believe it’s very important that we received the go-ahead for these exams,” Luekemann added.

Austrália - Are schools open or closed for term 2 as coronavirus spread slows in Australia? State-by-state guide

Estados Unidos da América - Despite Trump’s Nudging, Schools Are Likely to Stay Shut for Months

França - Déconfinement : contraint par le choix présidentiel du 11 mai, le gouvernement a choisi d’écouter les avertissements du conseil scientifique

Portugal - E O QUE VIVEM E PENSAM OS ALUNOS?

Reino Unido - Lockdown is distorting our memories – but there are ways to regain control

The fact that every day is objectively the same length doesn’t matter nearly as much as how long every day feels. Research has shown that we perceive time passing more slowly if it is “empty” – bringing to mind the proverb that a watched kettle never boils. When there is little perceptible change, and it feels like nothing is really happening, time feels like it is stretched – like one of Dalí’s clocks.

It's been one hell of a ride

O que se descobre a arrumar arquivos:

(2005 - 2019)

Foram anos em que os adjetivos não traduzem a experiência! Momentos impressionantes, alguns completamente loucos, instantes únicos, algumas situações perigosas, muitas emoções, mudanças e reviravoltas, pessoas marcantes.

Deadline

O tempo é implacável e não perdoa. Curioso como o subconsciente consegue operar a um nível mecânico e sem questionar indicar o número de dias até a uma determinada data.
Contar os dias para um determinado momento é algo que cada um encara de forma pessoal e intransmissível. As estações do ano são marcantes, além de sinalizarem a passagem do tempo permitem recomeços, paragens, suspensões e ansiedade por instantes específicos.
Quando algo tem um termo não significa que se vai aceitar tudo até esse momento. Tudo o quanto ocorre até esse momento é transformado em algo efémero, as partes desagradáveis ganham uma dimensão que as desvalorizam.

No sentido do futuro e apenas permite ver o passado, assim é o tempo. Sempre presente, em todos os instantes, aparenta por vezes ter fluências diferentes, prosseguido sempre na mesma direção.

Mudanças

Algures, no mundo cibernético, alguém publicou a seguinte regra:

“Para uma rotina se instalar é necessário repetir a ação 21 dias seguidos”

A mudança pode ser criada por nós ou provir de situações exteriores ao nosso desejo, sendo que as nossas ações estão interligadas a uma vontade de processo de melhoria, o que nem sempre ocorrer num horizonte temporal de curta duração.

Após uma mudança ocorrer e as consequências dessa alteração se tornarem uma prática quotidiana podemos fazer algumas comparações mais ponderadas e profundas do que pequenos reparos momentâneos. As rotinas ajudam a tornar o nosso quotidiano mais fluido, a criar hábitos mecânicos que são de fácil execução ou quase instantâneos.

Quando o período de transição termina, não sendo possível definir um intervalo temporal único para todos, podemos de forma ponderada fazer um pequeno balanço da mudança. Talvez seja importante realçar que as situações perfeitas são absolutamente teóricas pois faz parte da natureza humana ser imperfeito e a omnipresença de problemas para resolver.

A sensação de olhar para o passado recente e comprovar que a mudança traz novas alegrias é muito reconfortante. As comparações permitem apurar que a mudança traz novos desafios e novas oportunidades, possibilidades de crescimento e vivenciar novas situações e experiências.

É sempre bom regressar aos locais onde fomos felizes assim como é bom partir à descoberta de novos locais para também ser feliz!

São Tomé e Príncipe

A 1 de marco de 2006 escrevi sobre São Tomé e Príncipe:

Duas ilhas de origem vulcânica que ocupam a área de 1001 quilómetros quadrados, separadas por 140 km, cuja latitude varia entre 1 º 44' Norte e 0º 1' Sul e a longitude entre 7º 28' Este e 6º 28' Este, que merecem decididamente o título de paraíso à face da Terra.

Atenção, que esta afirmação não significa que tudo é perfeito ou não fosse este um país em vias de desenvolvimento, mas de certeza que visitar este país fará as delícias de todos os amantes da Natureza.

Para quem não sabe as ilhas de São Tomé e Príncipe foram descobertas por dois navegadores tugas, Pêro Escobar e João de Santarém, que desembarcaram neste país em 1460 (São Tomé), podendo-se visitar o padrão dos Descobrimentos em Anambó.

Quais os locais que se devem visitar em São Tomé? Muitos, destacando-se Lagoa Azul, Cascata de São Nicolau, Boca do Inferno, Lagoa Amélia, Praia das Conchas, Praia dos Tamarinos, Praia Jalé (entre muitas outras), Roça Bombaim, Roça Agostinho Neto, Roça Água Izé, Pico de São Tomé, Marco do Equador,…, e passear pela cidade de São Tomé. E por agora nem sequer vamos falar na ilha do Príncipe!!!

in https://1001quilometrosquadrados.blogspot.com/2006/03/so-tom-e-prncipe.html