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Sobre a motivação...

Carlos Fiolhais, professor da Universidade de Coimbra e divulgador de ciência, defende que se deve cultivar a autonomia do estudante universitário. “Tenho truques pedagógicos, tipo Clube dos Poetas Mortos, de subir para cima da mesa. Mas a minha experiência diz-me que é uma eficácia de curto prazo."

A ler:

Apesar de admitir que há instrumentos que podem ser utilizados para captar a atenção, Fiolhais considera o segredo é a motivação. “Mas não é o professor que tem que motivar. Isso é um erro grande”, diz, acrescentando que essa perspectiva parte de uma “infantilização no ensino secundário” que se vai estendendo ao superior.

O problema estrutural vem de trás, refere: “Muitas vezes, a chave para entrar no superior são as explicações." Nessa transição entre formatos de ensino, há a questão de os alunos estarem habituados ao que Fiolhais considera ser uma forma de “paternalismo”. “O saber exige esforço, a vontade e a atenção do próprio."

Pelo Jornal de Letras, Artes e Ideias

Citando parte de um texto publicado no Jornal de Letras, Artes e Ideias, na secção de Educação:

(...)
Uma das prioridades terá que se centrar na formação dos mais jovens, aqueles, cujo caminho natural passa pela justa, livre e necessária aquisição de competências.
Amanhã, como outrora, as pessoas continuarão a constituir a maior riqueza e o maior investimento. Garantir a sua formação de forma bem-sucedida constitui um dos maiores desafios que cumpre enfrentar nos próximos anos, conscientes do interesse individual e coletivo, assumindo-o com cumplicidade, envolvendo os diversos atores que compõem a nossa sociedade, de uma forma harmoniosa, equilibrada e serena. Disso dependerá a posição internacional de Portugal.
(…)
A formação, a ciência, o conhecimento, tenderá a acentuar a sua importância capital, diria mesmo decisiva e crescentemente convocada, podendo contribuir com sucesso para responder aos principais problemas que afetam a sociedade contemporânea, tal como enunciado nos 17 desafios da Agenda 2030.
(...)

Doutora Maria Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
in Jornal de Letras, Artes e Ideias, edição de 28 de fevereiro a 13 de março de 2018

Pelo Facebook

O século XXI é governado por dinâmicas não lineares, muito afastadas do mundo mecanicista preconizado pela Dinâmica de Newton ou pelas regras da Revolução Industrial.

Problemas complexos que requerem equipas multidisciplinares, soluções de compromisso que envolvem Ciência, Tecnologia, Ética, Direito, Economia, a título de exemplo e a capacidade de comunicar e colaborar procurando um futuro comum e sustentável.

Copiado do mural de António Dias Figueiredo no Facebook:

Talvez seja oportuno trazer hoje à memória uma afirmação de Stephen Hawking que às vezes recordo com alguma mágoa. Mágoa, porque estou convencido de que muito pouca gente lhe deu a importância que merecia. No início do século, no âmbito das muitas iniciativas que indagavam sobre o que deveria ser enfatizado na educação para o novo século, perguntaram a Stephen Hawking se o século XXI seria o século da Física. A resposta de Hawking foi que não, que o século XXI seria “o século da complexidade”. Passados dezoito anos, vendo que o pensamento que nos rodeia é cada vez mais linear, simplificado e mecanicista, pergunto se será preciso outro século e outro Stephen Hawking para percebermos que não vamos pelo bom caminho.