Cacau

O cacau está intimamente ligado à História de São Tomé e Príncipe, quer no período colonial, quer no período pós-independência, a partir de 1975. O arquipélago de São Tomé e Príncipe, localizado no Golfo da Guiné, tem uma área de apenas 1001 quilómetros quadrados, mas foi, no início do séc. XX, um dos maiores produtores mundiais de cacau.

De acordo com dados disponíveis, (Ferrão, J. (2002). Cacau - Tecnologia pós - colheita. Lisboa: Instituto da Cooperação Portuguesa.), em 1905, o principal produtor mundial de cacau era São Tomé e Príncipe - 24 258 toneladas.

A ler, da autoria de Sérgio Rodrigues:

Já vem de longe está sandice do "sem químicos"! Talvez um dos mais antigos anúncios com esta indicação é do cacau da Cadbury's, de 1890. Na altura dever-se-ia fazer cacau com todo o tipo de mistelas e fraudes, por isso escolheram a imagem de um cientista com ar muito sério a analisar o cacau, tendo no seu caderno: "cacau absolutamente puro, sem químicos". E essa frase mantêm-se em anúncios posteriores. Cinicamente, a criança do anúncio esconde o trabalho (na prática) escravo que era usado, na altura, na produção do cacau em territórios portugueses. E ainda hoje o problema do trabalho infantil escravo relacionado com o cacau não está completamente resolvido... Mas voltando aos químicos: ironicamente, para uma empresa que "não usa químicos", ter um acidente químico pode ser estranho, mas é possível. Uma "fuga de químicos" - leia-se amoníaco - pode ser um acidente químico grave numa empresa de chocolates que "não usa químicos", como aconteceu não há muito tempo na Austrália...